quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL E O CULTO AOS DEMÔNIOS


A Bruxaria Tradicional esta ligada ao culto de demônios? A primeira questão a ser desenvolvida esta no entendimento dos procedimentos de “demonização”, para uma sociedade influenciada pela religiosidade cristã, qualquer culto espírita já estaria conceituado como culto ao demônio.

Para entendermos melhor esta questão devemos analisar que a humanidade, como um todo, necessita para seu julgo comparar atributos que lhe são comuns, portanto alguma entidade de chifres perante nossa sociedade moderna daria a visão de algo inferior ou malévolo, entretanto para os estudiosos das crenças pagãs, estes atributos poderiam estar vinculados às questões simbólicas de caça, sexo ou força da natureza e não simplesmente uma qualificação, de seres ligados ao diabo ou ser o próprio, dada em específico aos dogmas cristãos.
Como encontramos na literatura folclórica, muitos seres da natureza eram representantes ou mensageiros de algum fenômeno climático, temos no folclore asturiano a figura do Nuberu, por exemplo, que são seres ligados à neblina, a chuva e a neve, portanto ao mesmo tempo em que as pessoas cultuavam a estes seres fazendo-lhes oferendas, existia o medo de que estas entidades se zangassem e trouxessem os problemas climáticos e atrapalhassem nas plantações, sendo assim com a vinda posterior das crenças cristãs estas entidades foram demonizadas, ou seja, o que era algo comum às crenças pagãs se tornou através de uma visão religiosa diferente, um meio de caracterizar a tudo que a humanidade não entendia ou dominava como demônios, e assim, encontramos na promessa católica um protetor benevolente e salvador, promovendo o desenvolvimento do dualismo, “bem versus mal”, espiritualidade que não era comum nas crenças pré-cristãs.


E qual o nosso objetivo como tradicionalistas? Eis uma questão que sempre devemos ter em mente! Acreditamos na preservação de culto, de folclore, de costumes retirando à influências cristãs, e assim dar uma perspectiva que de longe seria algo ligado a demonologia tão ministrada por grupos cristãos e anti-cristãos, bem como retirar os disfarces do sincretismo religioso tão bem defendido por linhas modernas ecléticas.




Não é atributo originário da Bruxaria Tradicional o aprendizado da demonologia, tal como não é da astrologia ou tarologia, estas são práticas mágicas que estão abertas a qualquer interessado em magia. Estamos cientes da mistura existente entre crenças cristãs e pagãs que foram acontecendo a partir da Idade Média, contudo a visão da Bruxaria Tradicional foca os seus "diversos ofícios/ trabalhos" no período antigo, anterior as influências cristãs, tal como trata essas crenças como religião* (palavra que também qualifica como culto a divindades).

Para a grande maioria dos bruxos tradicionais, dedicados e focados exclusivamente nesse caminho, o contato com o mundo espiritual é natural, é fluídico, independente se as divindades, se os seres espirituais são humanóides ou zoomórficos, se são bonitos aos nossos olhos, pois devemos ir além das aparências, ir de encontro ao caminho sábio.

Portanto bruxos não acreditam em demônios, acreditam na diversidade espiritual, entretanto devemos considerar que crença é diferente de culto, e nós tradicionalistas cultuamos o folclore raiz de nossa terra, de nosso casa.  


Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - FILHOS DA GALLAECIA



Fechem os olhos e deixe a música invadir seu ser
Onde a neblina barra os olhos dos curiosos
E a via se torna clara aos peregrinos d´alma

Que ao passar pelas florestas negras
O toque do vento percorra os seus sentidos
Que sua respiração seja ouvida
Que sua vida seja honrosa
E suas pegadas sempre sagradas

Um bater de taças
Em honra a tudo o que é sábio
A tudo que traga bons agouros
Que a vida seja simplesmente apenas simples
Vívida
E que no olhar, nos possamos sempre
Se reconhecer
Sem palavras
Apenas um acenar de cabeça
E luz no olhar.

Autor: Ricardo DRaco



BRUXARIA TRADICIONAL E OS CULTOS AFRO

Por algum tempo temos acompanhado o ecletismo esotérico sem parâmetros que nos trazem mais dúvidas do que esclarecimento, e a ignorância corre solta mesmo nos meios onde deveriam estar somente os mais eruditos, muito embora como é normal acontecer, as margens do conhecimento, sempre estarão os que observam e não entendem, tal como muitas ordens iniciáticas criam dois processos, o círculo interno e o externo, o externo é o que fica a margem do conhecimento e dos processos mais importantes.

Quando colocamos a necessidade de preservação cultural, folclórica e mágico/ religiosa de uma determinada linha dentro da Bruxaria Tradicional, não estamos depreciando outras culturas, o fato da Bruxaria Tradicional ser de base européia, não promove nenhum ponto negativo a cultura brasileira ou mesmo a influência africana que todos nós sabemos existir no Brasil, tal como a cultura indígena.

Podemos dentro de culturas distintas encontrarmos pontos comuns, como é o culto aos deuses no Candomblé e na Bruxaria Tradicional que foca nos povos antigos que eram politeístas, dentro do culto indígena tão comum o trabalho com ervas, assim também de igual forma encontraremos na Bruxaria na sua forma Tradicionalista.

Portanto as afinidades se cruzam, os caminhos não, e não é questão de um ser melhor que o outro, mas é que devemos saber qual é a nossa casa, podemos visitar diversas casas, aprender com tudo e com todos, mas é necessário saber que temos o nosso lar e seus aspectos únicos.

Existe uma grande dificuldade visto os séculos moldados a um entendimento religioso de base cristã que influenciou até mesmo o nosso idioma, hoje seria tão difícil expressar e não mencionar palavras como "diacho" (origem diabo) do tal "vixi" (de virgem Maria) e da menção de bruxarias para artes das trevas, o que nós do Conselho de Bruxaria Tradicional propomos a sociedade é apenas esclarecimento desta religiosidade para que exista tolerância e respeito, mas esta tolerância e respeito devem começar de dentro para fora, com iniciativas agregadoras e motivadoras de uma nova visão, tanto para a Bruxaria, quanto para o Paganismo.

Para quem tem interesse em se aprofundar mais nessas questões, estamos no Programa Transmutando na Rádio Toques de Aruanda, uma rádio dedicada às questões da religião Afro, esperamos você por lá!



Ouçam Ricardo DRaco ao Vivo no Programa Transmutando
28 de setembro às 21h00 na Rádio Toques de Aruanda

www.radiotoquesdearuanda.com.br

terça-feira, 27 de setembro de 2011



Divulgando e esclarecendo a Bruxaria Tradicional no Brasil, perguntas? Enviem por email aos entrevistadores do programa.

Programa “Transmutando”

No dia 28 de setembro, às 21 horas, Ricardo DRaco, que comanda uma interessante campanha para Desmistificação da Bruxaria no Brasil fala na Rádio On Line Rádio Toques de Aruanda.

Não percam, é nesta quarta-feira às 21 horas!!!
Basta acessar: www.radiotoquesdearuanda.com.br

Aguardo vocês por lá!
www.radiotoquesdearuanda.com.br
Web Rádio focada nos estudos e pesquisas das mais diversas práticas espiritualistas. Um espaço aberto para pessoas que buscam aprimorar seus conhecimento, conhecer pessoas e compartilhar experiências. A Rádio Toques de Aruanda tem uma programação 24h ao vivo composta por um elenco comprometido.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Crenças Tradicionais na Bruxaria - Vídeo de Ricardo DRaco

É com grande satisfação que colocamos o link do vídeo de Ricardo DRaco comentando sobre diversos pontos, porém focando no altar na Bruxaria Tradicional Ibero-Celta.

Mais vídeo no site: http://www.bruxariatradicional.com.BR


Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Tradições e Folclore

 
Folclore é um gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes, lendas, tradições, e festas populares transmitidos por imitação e via oral de geração em geração.

Todos os povos possuem suas tradições, crendices e supertições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios e canções.
 
O termo folclore aparece pela primeira vez cunhado por Ambrose Merton - pseudônimo de Willian Johh Thoms - em uma carta endereçada à revista The athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa FOLK e LORE (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo. Esse termo passou a ser utilizado então para se referir as tradições,costumes e supertições das classes populares. Posteriormente, o termo passa a designar toda a cultura nascida principalmente nessas classes, dando ao folclore o status de hístoria não escrita de um povo. À medida que a ciência e a tecnologia se desenvolveram, todas essas tradições passaram a ser consideradas frutos da ignorância popular.Entretanto, o estudo do folclore é fundamental de modo a caracterizar a formação cultural de um povo e seu passado, além de detectar a cultura popular vigente, pois o fato folclórico é influenciado por sua época.
 
No século XIX , a pesquisa folclórica se espalha por toda a Europa, com a conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer devido ao modo de vida urbano. O folclore passa então a ser usado como principal elemento nas obras artísticas, despertando o sentimento nacionalista dos povos.

CARACTERÍSTICAS DO FATO FOLCLÓRICO:
Para se determinar se um acontecimento é folclórico, ele deve apresentar as seguintes características:
TRADICIONALIDADE: vem se transmitindo geracionalmente.
ORALIDADE: é transmitido pela palavra falada.
ANONIMATO: não tem autoria.
FUNCIONALIDADE: existe uma razão para o fato acontecer.
ACEITAÇÃO COLETIVA: há uma identificação de todos com o fato.
VULGARIDADE: acontece nas classes populares e não há apropriação pelas elites.
ESPONTANEIDADE: não pode ser oficial nem institucionalizado.

ENLOGAÇÃO FOLCLÓRICA:
música, danças e festas, linguagem, usos e costumes, brinquedos e brincadeiras, lendas, mitos e contos, crenças e supertições, arte e artesanato.
 
 
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A Carta do Folclore Brasileiro, em sintonia com as definições da UNESCO, declara que folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial da cultura de cada nação.
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Cordialmente,
 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL: A Ira dos Deuses e o Cristianismo (Vídeo)

As diferentes mitologias sempre serviram como guia para cada sociedade, expressando seus valores, crenças e aspirações. Prepare-se para conhecer estes fantásticos mundos: o Labirinto do Minotauro, Thor, Beowulf, Medusa... Prepare-se para conhecer a fúria dos Deuses.. Este episódio estará abordando o tema sobre "Thor".

Idealizado na antiga mitologia Nórdica como o o Deus Protetor, Thor combate com ogros malignos e com uma serpente gigante que quer destruir a humanidade. É a própria essência da luta pela sobrevivência, que culmina com um confronto definitivo.

Clash Of de Gods: Thor





Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil
http://www.bruxariatradicional.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Questionamentos Tortuosos sobre a Bruxaria Tradicional

Estes ensaios são frutos da Semana de Estudos na Bruxaria Tradicional organizada pelo CBT, entretanto teremos o evento físico na Roda de Bruxaria Tradicional em Santo Andre/ SP. Veja o convite nesse link:



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Vamos responder a mais questões (***)

 

Não consigo ver essa relação de Feitiçaria + movimentos góticos +Diabo + Magia Cerimonial + Vampirismo + outra coisa = Bruxaria Tradicional. Essa é a minha concepção.

*** Também não vemos nenhum sentido nesse ecletismo, baseados em movimentos filosóficos modernos, em tentar fugir do conceito pagão para o cristão e até mesmo anticristão, temos visto até afirmações que Lúcifer foi uma apropriação indevida da Igreja Católica, o que dá a entender que os bruxos já cultuavam o Diabo como salvador! Então para nós que seguimos uma linha onde bruxaria é bruxaria e tradicionalismo não significa um movimento filosófico nascido no Vaticano, nos causa estranheza e total falta de clareza, muito embora respeitamos as crenças individuais alheias, contudo devemos lembrar que essa abordagem do termo Bruxaria Tradicional para alguns grupos seja mais um erro de tradução e significado, se colocarmos no lugar de bruxaria a palavra feitiçaria, caberia perfeitamente.

Um exemplo fácil para quem é leigo, imaginem uma seita que se diz Católica Tradicional e conceitua não pertencer à linha cristã ou não acreditar em cristo! É o mesmo fenômeno que temos visto quanto ao entendimento de uma Bruxaria Tradicional que não é Bruxaria, pois não é pagã e segundo alguns seguidores é algo totalmente diferente, então qual o motivo de ser Bruxaria, senão um erro de tradução ou uma apropriação por status? Seja qual for o motivo, nós do Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil não reconhecemos essas práticas como bruxaria e sim como feitiçaria de base esotérica (Perenismo) e algumas ordens perfeitamente conectadas ao Satanismo na vertente Luciferanista, e isto fica claro quando observadas nos relatos de seus participantes.

Tenho para mim uma visão sobre o Mundo que envolve a Magia e defini-o assim:

*Bruxaria Tradicional (Paganismo em suas Raízes).

* "Bruxaria" Sincrética (mistura elementos de várias culturas, crenças, incluem movimentos góticos, magia cerimonial e satanismo e outras coisas que agente nem imagina...).

*** Aqui eu não conceituaria como bruxaria a não ser que tenha ligação com o paganismo, caso não seria simplesmente feitiçaria.

*Bruxaria Wicca (com várias vertentes).

Paganismo é muito mais antigo do que o Cristianismo e suas vertentes que foram adaptando os cultos ancestrais e plagiando como algo novo e original e de original não tem nada.

A Páscoa Cristã não tem data certa, pois ela acontece mais precisamente no primeiro domingo após a lua cheia depois do Equinócio de Outono (H.S.). A partir da Páscoa é marcado o Carnaval 47 dias anterior a ela e Corpus Christi 60 dias posterior. Para quem achar interessante, pode pegar qualquer calendário de qualquer ano e verá. Natal nem preciso comentar a "mera" semelhança.

*** Isto se deve a influência pagã dentro do Catolicismo.

O Catolicismo seguiu pelas mesmas estratégias do Imperio Romano, portanto utilizando a simbologia e crenças locais, construindo igrejas em locais sagrados, rotulando as festas para os moldes cristãos, entre outras práticas.

Digo aos meus mais chegados amigos e familiares que há diferenças entre o Bruxo de Raiz e O Bruxo Esotérico. Realmente quem continua com aquela imagem pintada por séculos da distorção do que realmente significa ser um Pagão fica confuso com aquela velha questão de associação maléfica que acabam me questionando: Afinal, Bruxos têm relações com demônios? Eu vi isso no filme "tal" em "tal série" que vocês fazem pacto com diabo, amaldiçoam pessoas e locais, mas olho para você e não vejo nada disso. Todo sentimental com esse lance de pegar animais nas ruas, respeito pela natureza, só come vegetais (se referindo a minha dieta ovolactovegetariana), todo zen, não bebe, não fuma... Você é Bruxo mesmo? Isso foi um amigo meu. Tive que rir muito...

*** Acredito que existem pessoas interessantes, outras deselegantes, algumas conscientes outras perdidas, isto em qualquer religião, em qualquer local. Porém todos sabem que a indústria do entretenimento tem reforçado essa ligação da Bruxaria como se fosse bruxariaS (feitiçaria maléfica)  trazendo a idéia da bruxa malvada da Branca de Neve, ou dos relatos do Santo Ofício, também conhecido como Santa Inquisição, do medo do desconhecido, da falta de clareza em entender que feitiçaria são artes mágicas e Bruxaria é uma linha de crença, da necessidade que alguns necessitam de serem temidos ou ovacionados e claro um interesse comercial que irá distorcer tudo para se obter boas vendas de livros, de filmes, de associações em misteriosas ordens iniciáticas, entre tantas coisas pequenas e limitadas que não proverão nenhum acréscimo a magistas que desejam um caminho claro e valoroso.

Engraçado como não olham para o vasto cenário religioso tão banalizado por fartos escândalos. Como se os líderes de outras crenças fossem os arautos de Deus e possuíssem a infalibilidade, fossem uns exemplos de vida a serem seguidos por inúmeras "qualidades".

*** Um grande erro de nossa sociedade é confundirem líderes com avatares, esta é uma grande ilusão da humanidade, liderança esta muito mais próxima da questão da pro-atividade em comparação a consciência, podemos reparar na quantidade de líderes caindo em desfiladeiros e levando consigo todos os aprendizes que o seguem sem questionar, alguns se tornam tão cegos que perdem até a capacidade de questionamento. Seria muito mais fácil se as pessoas no geral tivessem um olhar mais crítico e não se baseassem apenas nas aparências, na pomposidade, no tal livro antigo ou no autor que é estrangeiro.

Este entendimento não é somente para falarmos do ocultismo, mas diante da grande parte do que fazemos em nossos dias, em nosso cotidiano!

Bem, essa má interpretação, infelizmente continuam a ser divulgadas por vários meios de comunicação. Sempre que posso aponto a diferença.

Comparo-me a uma semente que foi trazida "ao acaso" pelos ventos da Aurora e caiu no solo da CBT. Acolhida por este solo extremamente prolífero a semente brotou. Fixando suas raízes emergindo em direção à luz da sabedoria que impulsiona seu curso natural vivificada pelas águas da Fé Ancestral. Pois a Vida busca crescimento sempre...

*** A proposta do CBT é transparente, não estamos focados em evangelizar pessoas, cada um é livre para fazer o que deseja, de beijar a bunda do bode preto, de secar sapo e jogar no rio, de se auto iniciar, de ficar copiando receitinha de feitiço, entre outras ações que não cabem a uma instituição focada em eventos e projetos pagãos. Sabemos de nossa responsabilidade como um caminho muito coerente e que tem inspirado muitas pessoas e pretendemos fazer o nosso trabalho apenas.

Como comentei antes, tive uma ótima vivencia com Os Deuses Grego/ Romanos. Vivência que me proporcionaram muita ajuda, amparo, iluminação e se isso não tivesse acontecido, hoje, estaria numa situação bem delicada mesmo. Depois que li meu Livro/Diário relembrei que também tive duas experiências com o Deus Celta Cernunnos. Foi magnífico.

Tenho um apreço pelos Deuses Celtas e sinto mais essa ligação fisicamente no meu Altar, nas leituras que faço e no meu estilo de Vida mais rústico de ser.

*** Só para enfatizar:  a Bruxaria Tradicional não é apenas celta, ela é dada aos povos antigos europeus, por vezes em nossos textos colocamos um panteão específico e as pessoas confundem um segmento com o todo.

Sou extremamente ligado a Natureza, principalmente ao Verde, as Árvores e Cachoeiras. Adoro os Ventos sejam brisas os temperamentos mais fortes vindos acompanhados nas tempestades tropicais. As Luzes das velas me encantam e os incensos me acalmam sob o Céu Estrelado ao som de música Celta.

Acredito na importância de descobrir a minha ancestralidade. Essa sua colocação aqui foi primordial: "... a melhor maneira é partir da sua ancestralidade; OK somos um país de mestiços, mas olhe para dentro de si e veja qual caminho bate mais forte e o escolha. Geralmente estamos mais preocupados com ritualísticas e objetos quando deveríamos nos observar mais e entender se esta ou aquela senda esta mais próxima da sua verdade pessoal..."

Estou aberto a ajudas. Sei que isso pode não ser tão simples assim e muito menos acontece de uma hora para outra. Terei paciência e levarei o tempo que for preciso para escolher Meu Caminho contando com o suporte de vocês, quem eu confio.

*** Agradecemos pela oportunidade de colocarmos os nossos pensamentos ligados a Bruxaria Tradicional e deixamos aberto esse canal para esclarecer bruxos que desejam seguir por um caminho tradicional.

Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco

Conselheiro do CBT

terça-feira, 13 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - De onde vem a Filosofia Perene?

Recebemos uma dica de texto bem interessante com bibliografias, a visão da "Filosofia Perene" usada como base para descrever o termo tradição na Bruxaria Tradicional tem origem no Vaticano (?) e redireciona ao cristianismo, a Deus como um destino único para todos os caminhos! O conceito nasceu de um bibliotecário do Vaticano (Agostinho Steuco) em 1540 (Era Moderna), filosofia muito debatida entre cristãos e apoiada por muitas pessoas do clero católico! 

A Filosofia Perene

Gottfried Leibniz (filósofo) designou como uma filosofia comum e eterna subjacente às grandes religiões mundiais, em particular as místicas ou esoterismos. O termo nasceu na época do Renascimento por Agostinho Steuco, bibliotecário do Vaticano no século XVI, no livro De Perenni Philosophia libri X, de 1540.
O conceito é formalizado nos escritos dos metafísicos Frithjof Schuon (1907-1998) e René Guénon (1886-1951) - Era Moderna. A idéia é que a Verdade metafísica é una, universal e perene, e que as diferentes religiões constituem distintas linguagens que expressam esta Verdade única.

A Filosofia Perene reconhece o fato de que os sistemas de diferentes escolas gregas expõem as mesmas verdades que estão no coração do Cristianismo. Subseqüentemente, o significado do termo foi ampliado para englobar as metafísicas e as místicas das grandes religiões mundiais, especialmente Cristianismo, Islã, Budismo e Hinduísmo.

Um dos conceitos fundamentais da Escola Perenialista é o da "unidade transcendente das religiões" – título do primeiro livro de Frithjof Schuon que afirma que, no coração de cada religião, há um cerne de verdade (sobre Deus, o homem, a oração e a moralidade) que é idêntico. As diversas religiões mundiais são, de fato, diferentes – e esta é precisamente sua razão de ser.

Todas as grandes religiões mundiais foram reveladas por Deus, e é por causa disso que cada qual fala em termos absolutos. Se não o fizesse, não seria uma religião, nem poderia oferecer os meios de salvação.

Mais recentemente, o termo foi popularizado pelo autor britânico Aldous Huxley, no livro de 1945, The Perennial Philosophy.


Bibliografia:



De René Guénon:
A Crise do Mundo Moderno (Lisboa, 1977)
O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos (Lisboa, 1989)
Os Símbolos da Ciência Sagrada (São Paulo, 1989)
A Grande Tríade (São Paulo, 1983)
O Rei do Mundo (Lisboa, 1982)
O esoterismo de Dante (Lisboa, 1995) ISBN 9789726994930

De Titus Burckhardt:
Alquimia (Lisboa, 1991) ISBN 972-20-0858-7
Arte Sagrada no Oriente e no Ocidente (São Paulo, 2005)


De Martin Lings:
Sabedoria tradicional e superstições modernas (S. Paulo, 2001) ISBN 85-86775-81-8
A Arte Sagrada de Shakespeare (S. Paulo, 2005)

De William Stoddart:
O Budismo ao seu alcance (Rio de Janeiro, 2004) ISBN 85-01-06642-7
O Hinduísmo (S. Paulo, 2005)
O Sufismo (Lisboa, 1990)

De Aldous Huxley: A Filosofia Perene: uma interpretação dos grandes místicos do Oriente e do Ocidente ( Ed. Globo, 2010)

De Ananda Coomaraswamy: Mitos Hindus e Budistas (Brasil, 2006) ISBN 9788587731685
O Pensamento Vivo de Buda (São Paulo, 1965)
Mitos Hindus e Budistas (São Paulo, s/d)

De Rama Coomaraswamy:
Ensaios sobre a destruição da tradição cristã (São Paulo, 1990) ISBN 85-7182-008-2
De Mateus Soares de Azevedo:
Ocultismo e Religião: em Freud, Jung e Mircea Eliade (São Paulo, 2011). Em co-autoria com Harry Oldmeadow. ISBN 978-85-348-0336-6
Homens de um livro só: o Fundamentalismo no Islã, no Cristianismo e no pensamento moderno (Rio de Janeiro, 2008) ISBN 978-85-7701-283-1
A Inteligência da Fé: Cristianismo, Islã, Judaísmo (Rio de Janeiro, 2006)
Mística Islâmica: convergência com a espiritualidade cristã (Petrópolis, 2001) ISBN 85-326-2357-3
Iniciação ao Islã e Sufismo (Rio de Janeiro, 2000)

 
De Frithjof Schuon: Forma e Substância nas Religiões (São José dos Campos, 2010) ISBN 978-85-62052-03-3
Para Compreender o Islã (Lisboa, 1989 e Rio de Janeiro, 2006) ISBN 972-20-0722-X
O Sentido das Raças (São Paulo, 2002) ISBN 85-348-0204-1
O Esoterismo como princípio e como caminho (S. Paulo, 1995)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Chico Xavier um Bruxo Tradicional

Existe muita falta de clareza sobre o tema Bruxaria Tradicional, e esta confusão é justamente pelo não entendimento do que seja "Bruxaria" ou "tradicional" e temos colocado algumas definições bem consistentes para àqueles que têm interesse e possam ter propriedade na hora de se expressarem e colocarem argumentos baseados não apenas no julgo pessoal.

As tradições pagãs estão mortas?
- Grande parte do mundo antigo sofreu três processos, o primeiro foi a fragmentação de culto nos sobrando algumas teses e estas são motivos de estudos acadêmicos, a segunda modalidade é a adaptação continua durante toda linha de tempo das crenças até o período contemporâneo e a terceira é a passagem do mundo antigo ao contemporâneo preservando a base de culto central.

A primeira modalidade qualquer pessoa poderia chegar à conclusão, pois a generalidade é default para os primeiros níveis escolares. A segunda modalidade esta provavelmente mais próxima da percepção de culto tradicionalista, entretanto a terceira é uma realidade seletiva, uma realidade totalmente inviável ou inexistente para a grande maioria.

Não é segredo para quem estuda, por exemplo o mundo celta, que até hoje encontraremos cidadãos no interior da Irlanda que ainda falam o gaélico, ou seja, uma língua celta, tal como não é segredo para quem é praticante que conhecimentos específicos celtas são transmitidos para àqueles que fazem parte de certos círculos fechados e exclusivos, porém como estas crenças não são maioria elas são descritas como inexistentes, imaginárias ou passam por invenções meramente reconstrucionistas e sendo assim olhamos com bons olhos, pois deste modo não existe um interesse comercial na indústria do entretenimento ao qual distorceria em favor do financeiro.

Encontramos pelo mundo diversas manifestações de crença, por vezes generalizadas como se fossem Bruxaria, um apanhado de crendices que as religiões mais estruturadas ignorassem ou desprezassem jogando a marginalidade, esta visão generalista tem se mostrado muito falha, pois as expressões individuais de crença são baseadas não apenas no círculo interior, mas também encontram vínculos nas manifestações religiosas da sociedade.

Um exemplo muito claro é dizer que uma benzedeira é uma bruxa ou que a mesma é um processo individual de crença e independe da religião mais influente de sua localidade. Conhecemos benzedeiras evangélicas, benzedeiras católicas e umbandistas, ou seja, elas são religiosas! E estas práticas/ ofícios são bem vindas? Depende da congregação, do terreiro, da igreja em que ela esta ligada ou mesmo da sociedade.

E se ela não estiver ligada a estas instituições diretamente?
- Também não poderíamos dizer que ela mesma  não se classifique como católica, por exemplo, isto independente se o padre lhe vê com bons olhos ou não.

É possível entender que uma benzedeira tenha absorvido culturalmente certos traços de uma colonização européia, que dentro do Catolicismo encontramos muito do paganismo europeu, porém devemos entender que influência, que pequenos pedaços não refletem o todo, e sendo assim lembramos de forma poética de nossas benzedeiras, porém elas não são bruxas e tão pouco se enquadram dentro das crenças pagãs quanto das neo-pagãs.

Não acreditamos que todo pagão seja ligado à bruxaria, tal como não acreditamos que as tradições da bruxaria não estejam ligadas ao caminho pagão. Acreditamos que todo bruxo esta ligado à magia, mas que nem todos os magistas são bruxos.

Estas são questões muito obvias e se pode reconhecer um católico pelas crenças no poder dos santos, tal como é fácil reconhecer um praticante de culto afro diante das ligações com o panteão africano, o fato de poder haver sincretismo entre religiões não o faz um bruxo.

Bruxos Tradicionais são peregrinos de um caminho baseado em elementos específicos, o reconhecimento desta visão sobre o mundo os tornam muito mais que simples feiticeiros, fato que independente de sua maestria mágica, pois se nos basearmos apenas nisso, poderíamos dizer que Chico Xavier era bruxo, pois sua vidência era implacável, que Jesus Cristo era bruxo, pois transformou água em vinho e assim por diante. E qualquer pessoa lúcida sabe muito bem diferenciar os sistemas de crenças e não ficarem restritos ao que "é" ou "não é", ao dualismo/ maniqueísmo.

Dentro do Conselho de Bruxaria Tradicional não fazemos proselitismo, colocamos nosso ponto de vista ao qual esclarece que as tradições não são perenes, pois elas perecem (morrem) se não forem mantidas e preservadas, elas não são eternas se continuarmos apenas a usá-las como um rótulo genérico sem o cuidado pelo respeito a identidade mágico/ religiosa. 



Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Feitiçaria X Bruxaria X Paganismo

Com o intuito de esclarecer esta questão que parece ser comum no meio aprendiz voltaremos a explicar estes elementos.

Dentro de uma escala de entendimento poderíamos dizer que a feitiçaria é uma prática mágica independente?
Sim, todos os magistas que possuem entendimento acreditam que a feitiçaria independe de religião específica, que é um patrimônio humano de crença e que a mesma será encontrada no ocidente bem como é encontrada nas crenças do oriente. A feitiçaria pode ser encontrada em culturas antigas ou modernas e até em segmentos religiosos mais conservadores tal como o próprio Catolicismo, em sua base popular, levando o nome de simpatias.

Por qual o motivo existe a confusão de feitiçaria com bruxaria?
Devido à influência cristã na sua dualidade em separar as feitiçarias "brancas" chamadas de simpatias e feitiçarias "negras" (malefício) de bruxariaS. Podemos através da morfologia (o estudo da estrutura das formas das palavras) distinguir para quem acredita em um caminho espiritual chamará de Bruxaria bem como aquele que acredita/ tem influência cristã chamará de bruxariaS.

Por que ainda temos essa confusão de bruxariaS com Bruxaria?
Por conta da falta de entendimento nas traduções de língua inglesa para o português, pela falta de conceito, por se basear em papas da bruxaria que colocam suas visões particulares e que viraram uma cartilha que é seguida à risca e não interpretada como provavelmente o autor gostaria que o fosse.

Existem bruxos tradicionais que não são pagãos?
Não existem bruxos que não sejam pagãos, o fato de ter o complemento "tradicional" faz menção à visão de preservação do passado, uma visão mais conservadora. Um bruxo tradicional, por exemplo, não teria uma imagem de santo católico em seu altar tal como também não teria de um deus africano; pois para um BT a busca pela essência, pela fonte, sem misturas, sem sincretismos é algo comum em suas práticas. 


Por que existem autores que continuam juntar os conceitos de bruxaria com feitiçaria?
Provavelmente por inúmeras questões, pela diferença linguística nas traduções, por alguns focarem mais no pragmatismo e menos nas questões conceituais de crença, por seus estudos não chegarem a este ponto de profundidade e reflexão ou simplesmente por escreverem livros e não terem o objetivo de reverem suas obras, seja por custo ou por falecimento.


Existem Bruxos Tradicionais Luciferianos?
Devemos entender os mecanismos de crenças e não propriamente o nome, se o culto for dedicado ao deus que acompanha a carruagem de Apolo sem qualquer sincretismo com a mitologia cristã é possível este entendimento, entretanto quando esta prática se volta aos princípios de base anti-cristã, o luciferianismo aplicado é uma vertente do próprio Satanismo que em nada corresponde às crenças pagãs e de Bruxaria.

Como faço para estudar Bruxaria Tradicional sem mesclas e influências cristãs/ satânicas?
Simples, envie um email para: bruxaria-cbt-subscribe@yahoogrupos.com.br  e reenvie o email de confirmação.

Atenciosamente,


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Questões e Respostas sobre Bruxaria Tradicional - Debate na Comunidade

Seguem alguns trechos sobre perguntas e respostas na Bruxaria Tradicional, uma semana de muito conhecimento revelando a sociedade ocultista a visão do Conselho de Bruxaria Tradicional, um debate com pessoas sérias e dedicadas a dismistificar a Bruxaria Tradicional da Feitiçaria Genérica Moderna. Seguem alguns trechos do debate.

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Estimado Ricardo DRaco e todos do CBT, obrigado pela atenção e esclarecimento sobre 
o PAGANISMO.

"A Bruxaria Tradicional tem a ORIGEM no período Pré-Cristão, entretanto ela vem
caminhando pela história até a era cotidiana. Sendo assim a preservação deste
agregado tende a ser mantido (tradições), contudo é algo muito claro a exclusão
de costumes ou conhecimentos de base judaica, cristã ou antagônica
(satanismo)...".

Concordo e é isso que venho apontando para todos que argumentam comigo sobre
BRUXARIA + SATANISMO = Religião do Mal. Isso foi desde que comecei na Wicca, mas
como minha família tem uma boa cabeça compreendeu que esse mal entendido foi
dissipados e explicados de acordo com minha prática e vivência na Wicca. Deixei
de ser Wiccan por alguns motivos, um deles foi à falta de prática num Panteão
específico e não encontrar um Grupo coeso na época.

"... tradicionalista na Bruxaria é a meu ver e de muitos, se voltar ao conceito
campesino (pagão), pois como sabemos, NÃO EXISTEM BRUXOS CRISTÃOS...".

Também não creio eu que seja possível essa mescla.

"... porém para o entendimento do que somos, do que fazemos e do que seguimos
têm que ser claro, senão todos nós seremos apenas pessoas que acreditam em magia
e ninguém encontrará bom senso nas relações de crença, pelo simples fato, que os
caminhos são distintos e nos levam à paisagens diferentes e objetivos
específicos. O generalismo não é uma boa saída!..."

Compreendo perfeitamente. Sinto que se não houver um conhecimento profundo,
não há identidade. Como disse antes, vira uma bagunça.

"Eu não sou a favor de uma bruxaria única, sou a favor da fragmentação
religiosa, que dê oportunidade de todos se encontrarem, dentro ou fora do
paganismo, o que acredito é que as religiões têm que ser o reflexo e vice-versa
dos praticantes, portanto, Bruxaria é somente para quem segue o paganismo...".

Aqui entra uma questão muito importante e falo por mim: O que eu creio que faz
parte do Paganismo se o mesmo depende de uma geografia, uma cultura especifica e
não uma generalidade como estudei na Wicca. Bem, posso te afirmar que tive
ótimas vivências com Os Deuses Grecos/Romanos, porém quando olho meu Altar vejo
nele todos os simbolismos Celtas como o Caldeirão Negro, o Cálice cheio de laços
Celtas, meus símbolos favorito são a Triquetra e a Trisquel (ainda montado nos
moldes da Wicca).
Quando penso em Bruxaria, as únicas imagens que me veem a cabeça são dos povos
Celtas, Saxões e Germânicos. Por mais que minhas experiências tenham vindo dos
Deuses Romanos, não consigo vê-los em meu Altar. Aí entra a falta de
Especialização Espiritual, a escolha de um Caminho a seguir.
Aqui no Rio, não conheço Bruxos Tradicionais Romanos, Germânicos, Irlandeses
ou Saxões. Conheço sim muitos Feiticeiros, Kardecistas, Umbandistas,
Candomblecistas, Magistas, Wiccas, mas Bruxos Tradicionais ainda nenhum.

"... o grande problema é a falta de definições onde as pessoas pudessem se
entender religiosamente falando. E provavelmente muitos vão ter que ir a muitos
locais ainda, conhecer muitas pessoas até poderem se encontrar, porém esta é a
segunda caminhada espiritual, a primeira é a auto análise, quem você é, o que
busca e no que acredita...".

Confirma o que eu disse acima. Isso realmente é onde começa o desafio, pelo
menos para mim. Definir crenças, principalmente sobre o Paganismo em geral, na
forma de sentir Os Deuses, sem ainda estar ou ao menos ter "andado" um pouco
dentro de uma Tradição onde tem toda uma estrutura. Veja se me entende. Conheço
o Candomblé, embora nunca gostasse ou quisesse algum dia me "iniciar" nesse
Caminho. Tem coisas que só são reveladas aos que Trilham por essas Sendas, mas
pude estar lá, vendo os costumes, as práticas os cultos e distinguir quais as
Casas sérias e seus "Pais e Mães de Santo" apenas como um convidado. O mesmo
aconteceu na Wicca aberta. Vi de tudo. Gente Séria a Transloucada.

Ainda tem muitas questões que com certeza só serão esclarecidas quando eu
Trilhar nesse Caminho que agora está mais acessível. Enquanto não vivenciar,
continuarei perguntando.

Um grande Abraço
Grego Lupino

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PROJETO - PESQUISA BRUXARIA TRADICIONAL


Estamos montando uma pesquisa sobre dúvidas das pessoas interessadas no Paganismo e Bruxaria Tradicional, e assim faremos um apanhado teológico a estas questões, tendo por base estudos acadêmicos e visões de crença.

Portanto, mandem suas dúvidas, críticas, desafios que estaremos promovendo o debate virtual e posteriormente na Universidade Holística Casa de Bruxa no dia 17/09 as 13h50.

Informações:
http://www.casadebruxa.com.br/
tel 4994-4327
Rua Das Figueiras, 2146 - Bairro Campestre - Santo André.


Venha fazer parte do Conselho de Bruxaria Tradicional, suas dúvidas podem gerar esclarecimento para muitos!

Se inscreva!

Entrar no grupo: bruxaria-cbt-subscribe@yahoogrupos.com.br (confirme o email do yahoo!)


Abraços Fraternos,

Bruxaria Tradicional no Brasil
http://www.bruxariatradicional.com.br

Como lidar com o Egô Magista em 7 Dicas!

Observando e comparando indivíduos por duas décadas no segmento ocultista de diferentes locais e revendo alguns materiais sobre o tema, resolvemos colocar aqui algumas dicas vindas de um site e adaptadas em nossos jargões, e assim, contribuir com alguns processos de auto análise.
1. Não se sinta ofendido por qualquer coisa.

O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se em equilibrio. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.

2. Abandone a competitividade exacerbada.

O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas.

Você não se resume as suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.

3. Abandone o querer estar certo.

O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder do equilibrio. O eu superior é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; “Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar a novos pontos de vista”.

Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a observação. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; “Quero estar certo ou ser feliz?” Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente.
4. Abandone o complexo de superioridade.

A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade.

5. Deixe de querer ter mais.

O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.

Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com o Universo e deixa essa energia fluir.

 6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos.

É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará e mais livre será para realizar. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão.

7. Deixe sua reputação de lado.

Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está fragmentado e sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o mundo exterior. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa. Ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!
 



Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil